E eu já aviso que a pronúncia de München, pra mim é muito francesa pra uma palavra tão alemã!
O que é que eu vou dizer, né? Eu não queria ir a Munique, na verdade, eu queria ir pra Berlim, passar só um dia lá. Mas eu comprei as passagens indo e voltando de lá e o trem pra Berlim era mt caro, então resolvemos ficar.
O acaso é um gênio! A cidade é linda e as pessoas que conheci lá, geniais!
Fui para passar o final-de-semana com a Iris, minha amiga alemã que faz falta aqui em Londres pra se queixar do tempo comigo (não que as outras pessoas não se queixem, mas a Iris é hilária reclamando.).
Em primeiro lugar, Munique é uma cidade CARA! Se organize, pesquise, não vá assim, sem saber onde ir ou o que fazer. Nossa grande felicidade em Munque foi a Clara, amiga de infência da Iris que saiu de Cologne pra estudar em Munique, pessoa extremamente gentil que teve a generosidade de dedicar o final-de-semana quase que inteiro a ser nossa guia.
Acomodação:
Ficamos num hostel chamado Easy Palace. O hostel era super limpo e tinha a vantagem de ter um banheiro por quarto. Apesar de o quarto ser pra 6 pessoas, isso já ajuda. Tb tinha um banheiro auxiliar por andar. Todos muito limpos. O hostel era bem barato, mas nao incluia café da manhã e os armários tinham espaço pra cadeado, mas não cadeado. Muitos hostels são assim, carregue um cadeado com você quando for usar esse tipo de hospedagem.
Alimentação:
É tudo caro. Sério. Mas assim, você tem que experimentar a gastronomia dos lugares, pelo menos um pouco, certo? Não dá pra fazer todas as refeições na rua, claro. Eu comprei coisas pra café da manhã no supermercado, assim a gte tomava um café, levava na mochila um sanduíche pro almoço e de noite a gte comia fora, o que também foi possível pq ficamos só duas noites. Comer perto da universidade e uma boa opção, dá p encontrar restaurantes bons com preços razoáveis pq os estudantes vão lá.
Turismo:
Chegamos na cidade 6a-feira, por volta de meio dia, largamos as coisas no hostel e fomos caminhar pela cidade. Passamos no centro, onde fica o prédio da Prefeitura de Munique, que parece um castelo, lindo, lindo! Por perto você encontra a Ópera e algumas igrejas.
Seguimos até o Jardim Inglês, passando por uma rua comercial que estava começando a ser decorada para o Natal. No meio de Munique tem uma estrutura que deriva da muralha antiga da cidade, super legal!
O Jardim Inglês é maravilhoso, mas estava frio demais e nós só passamos por ele. Deve ser legal ir a Munique no verão e passar a tarde lá, dizem que fica tapado de flores. Além disso, dá p ir na Torre Chinesa, onde tem umas mesinhas pra tomar um café e relaxar
Seguimos pra Universidade de Munich, que tem vérias referências pelo prédio aos irmãos Scholl e à história da Rosa Branco, organização anti-nazista de fim trágico.
Dali nós fomos ao Museu da BMW. A gente não entrou no Museu que era pago, ficamos na área em volta que é muito legal, tem uma smotos pra subir e tirar fotos, simuladores pra brincar de dirigir BMW, uns robozinhos estranhos que ficam passeando pelo salão, uma lojinha… Enfim, a gte ficou lá um tempão olhando os carros e brincando nos simuladores. =D
Depois disso, nós fomos jantar massa no bairro universitário e dalí a gente seguiu pro biergarten Hofbräuhaus, que nada mais é do que um bar típico bávaro, com mesas enormes de madeira, cerveja em canecos de um litro, banda alemã, todo o staff vestido à cárater, enfim, uma coisa bem Oktoberfest. Muito legal! As meninas queriam muito que eu experimentasse os doces alemães, então cada um pediu uma ceva (de 500ml, pq somos meninas, hehe) e um dos doces, assim nós dividimos os doces e todas provaram todos. Os doces são gigantes, saímos de lá meio sonolentas, hehe, massa + cerveja + doce. E, ah, APFELSTRUDEL da Hofbräuhaus >>>> VIDA.
No segundo dia eu e a Iris queríamos ir no Campo de Concentração (ou, como os alemães chamam, KZ) Dachau, que fica perto e foi o primeiro da história. Quando eu decidi ir pra lá, eu não sabia desse campo. Fui pesquisar sobre Munique e descobri que tinha esse KZ preservado e com um centro memorial bem estruturado. Eu sempre quis visitar um KZ pq eu acho uma parte mt importante da história e, sendo brasileiros, a gente escuta muito sobre guerra e nazismo, mas parecem coisas tão irreais e distantes (a não ser pra quem tem avós que fugiram do nazismo ou coisa parecida). Enfim, eu sabia que não seria divertido, mas eu sempre achei uma experiência válida e importante que eu gostaria de ter, se possível. Então eu fui…
Bom, SE você tem vontade de visitar um campo, Dachau é o lugar. O memorial é mt completo, a visita guiada custa 3 euros e é muito esclarecedora e o campo não é tão grande quanto Auschwitz-Birkenau (uma visita que dura 6 horas e acaba com o emocional de qualquer pessoa). Estava muito frio, temperatura negativa, e nós não estávamos preparados, vá com botas e casaco se for no inverno pq o KZ fica bem afastado e no campo é mais frio que na cidade. Enfim, passei bem pelas primeiras partes da visita, mas no que chegou na Câmara de Gás e no Crematório… bom… não tem como não sentir uma angúsita imensa diante daquilo. Não tem nem o que falar. É o horror dos horrores, a desumanidade em dose maciça.. mas é a verdade. E não deve ser esquecido.
Saímos de lá e fomos comer algo em Munique. Estávamos em 4 pessoas, eu, a Iris e um casal de amigos dela SUPER legal! A Galinda é austríaca e o Abel espanhol, da parte basca. Eles passaram esse dia só com a gente. Como cada um queria comer uma coisa, a gente foi no KFC, hehe! Eu tomei um café bem quente pra espantar o frio, com um muffin!
Saindo de lá nós fomos pela segunda vez ao Museu da BMW pq o Abel queria mt ver e eu e a Iris gostamos tanto que não nos importamos de ir de novo =) Dessa vez tinha uma torre de gelo do lado de fora, pra escalar. Era uma espécie de promoção, quem conseguisse escalar mais rápido em cada dia ganhava um prêmio. DETALHE: temp. 2ºC. Escalar gelo. Pense bem…
Saindo de lá, passamos no centro da cidade onde tinha uma espécie de central de Natal, acho. Um rinque de patinação (não fomos) e umas bancas vendendo Glühwein, um vinho quente que é a mesma receita que o nosso “quentão”. Eu não tomei pq eu sabia que depois a gente ia de novo no Biergarten e, como não fazia muito que tínhamos ido no KFC, resolvemos não comer e tomar a tal cerveja de um litro. Comida + cerveja de um litro jamais caberiam na barriga das meninas =P Quer dizer, a gente nunca sabe, né? Hehe! Mas não tentamos…
Na mesa atrás da gente tinha um pessoal cantando “Parabéns pra você!”. Fiquei tão feliz de ouvir Parabéns em português que fui lá perguntar de onde eram. Todo mundo de SP e um guri morava em Paris, dai eu perguntei se ele podia me dar o e-mail dele pq eu vou pra França com a mãe e não conheço ngm lá pra dar umas dicas. O guri foi super legal, me deu o e-mail e o facebook, falou que claro que ele dava uma mão, sim!
Essa viagem foi proveitosa tb por isso, além desse menino, me dei tão bem com a Galinda e o Abel que eles falaram pra mim ir pra Áustria, que posso ficar no sofé deles lá em Salzburgo =)
Depois de toda a cerveja, fechamos a conta e fomos levar o casal na estação que eles iam pegar o último trem de volta pra casa. Dai eu e a Iris voltamos pro hostel que tínhamos que fazer check-out cedo no outro dia.
No terceiro e último dia, nós acordamos, pegamos nossas malas, largamos num armário da estação e fomos passear =) Tem um palácio dentro da cidade, chama Palácio de Nymphenburg. O castelo é composto pelo prédio principal e um jardim gigante com prédios menores no meio, estátuas e fontes. Nos fomos passear nos jardins, ver as estátuas e prédios menores. Os jardins são cheios de cisnes e outros tipos de patos, lindo, lindo! Ficamos umas 2h perambulando por lá e depois fomos encontrar a Clara na estação. A Iris tinha que pegar o trem às 16h, então nós fomos a um museu não mt afastado que tinha umas obras de Andy Warhol, chama Brandhorst. Eu gostie mt tb de umas instalações de um artista chamado Cy Twombly, o tipo de coisa que eu teria na minha sala de estar.
Depois disso, levamos a Iiris na estação e a Clara fez um pouco de hora comigo passeando pelas lojas e igrejas menores no centro, até estar mais perto da hora do meu vôo.
A volta pra casa não foi das melhores, o vôo atrasou, perdi o último trem pra cidade… ainda bemq ue dei sorte de achar um bus da EasyJet que ia pra perto da minha casa, o táxi teria saído os olhos da cara! No entanto, não fiquei nem um pouco estressada com isso. Não depois do meu final-de-semana =)))